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Por que eu uso Slackware.

15 de abril de 2007 26 comentários

Hi folks =)

Sim, sumi por uns tempos, mas com o coração sempre aqui. Estava meio complicado, o meu trabalho novo e a minha faculdade estão me tomando tempo. Mas eu sempre volto. 🙂

Assim, quero explicar um fato curioso que me ocorreu recentemente, quando uma pessoa das quais eu converso me perguntou o motivo de eu usar Slackware e não Debian. (O Fedora 7 ainda não saiu, também). 😛

Esse artigo, então, é como um convite ao usuário que tem vontade de experimentar, aspirando esclarecer todo e qualquer mal entendido que rola pra distribuição, que é bem injustiçada por sinal. 😀 E, primeiramente, é bom advertir algumas coisas que tu precisa saber caso queira usar o Slackware:

– Esqueça tudo o que você sabe do teu sistema operacional ou distribuição Linux.
– Slackware não tenta imitar o Windows ou o MacOS X. Slackware tenta imitar o Unix.
– Slackware não te ajuda muita coisa, é você com você (e o Google caso dê errado).
– Slackware segue o padrão KISS. Keep It Sample, Stupid. Isso diz tudo.
– Aprenda a usar um editor de texto. Vi (weee \o/), nano/pico, mcedit, jed, kedit, kwrite, gedit, kate, enfim.
– Aprenda a usar comandos. cd, mv, cp, rm, pwd, grep, cat, dmesg, tail, ln, head, etc.
– Aprenda a estrutura de diretórios do Linux.

Sabendo de todas as situações que citei acima, você está pronto para prosseguir 🙂

Então, por quê eu uso Slackware?

1) A Facilidade.

Que venham as pedras, ovos e tomates, mas Slackware é fácil. É simplesmente completo, em 3 mágicos CDs eu tenho absolutamente tudo. Uma base sólida, dois ambientes desktop (KDE e XFCE, eu não gosto dos dois, por isso uso DropLine Gnome) e programas. Muitos programas, pra todos os gostos. Modo texto e modo gráfico.

Todas as configurações são feitas em modo texto, que é rápido, fácil e intuitivo (sim, eu disse isso). Você modifica diretamente arquivos de configurações. Uma vez conhecendo as entranhas do seu sistema, tu faz absolutamente tudo. Assim, eu não entendo o motivo das dificuldades que todos falam. Pois, os arquivos são extremamente bem comentados, onde você interage com tudo, e não com o que a gui deixa. E em qualquer acontecimento fora do normal que você por acaso causou, os manuais ajudam bastante.

Ou seja, você conhece Linux? Você sabe usar Slackware! Você conhece ferramentas e menus coloridos? Você então não usa Linux. 😉

2) A Estabilidade.

No meu desktop, o Slackware (desde o 10.1) é instalado apenas uma vez. Eu instalo, ele funciona, eu não mexo nunca mais. Meus arquivos de configuração (fstab, xorg.conf, inittab, rc.local e outros) são os mesmos desde o 10.1. Eu não tenho qualquer tipo de problema com eles. Tudo funciona como mágica.

Eu não preciso remover o yum.pid, usar um apt-get -f install, sofrer com pacotes quebrados (ou com meta-dados incorretos), repositórios fora do ar, programas desatualizados, ausência de libs, enfim. Do jeito que se instala se usa. E do jeito que se configura, ele se mantém.

3) O Gerenciamento de Pacotes.

Os pacotes tgz foi o primeiro sistema de gerenciamento de pacotes implementado no Linux, que se mantém o mesmo até os dias atuais. E é muito simples. Dentro do TGZ vem os arquivos pré-compilados e organizados na estrutura de diretórios, para serem somentes descompactados e entrarem em funcionamento. De Slackware pra Slackware. Eles quebram um galho muito grande. E também, tu pode construir o teu pacote pro teu sistema, com o checkinstall ou com o SlackBuild. Inclusive podendo otimizar com o SlackBuild, não deixando a dever nada a nenhum Gentoo.

Baixando os CDs 4, 5 e 6 (e 3 e 4, nas versões anteriores ao 11) você pode utilizar as sources, alterar o SlackBuild e reempacotar para seu Athlon 64, CoreDuo e etc, não ficando com o computador “inutilizado” até ficar tudo pronto, como acontece no Gentoo. (isso puxa o próximo tópico).

Os pacotes também não tem qualquer sistema de verificação de dependência. Instalou o pacote (ou foi compilar e deu erro no ./configure), chamou o programa se deu falta de dependência, ele dirá! Volta lá no LinuxPackages ou no Slacky e baixa o que faltou. Instala e pronto. Muitos simplesmente não gostam de ter que corrigir as dependências na unha, mas eu acho que isso é realmente interessante. Motivo? Se o pacote que você instalou deu errado, você simplesmente remove e procura outro! Deixa um pacote vir errado no Debian ou no Ubuntu, e me conta o que houve com o sistema depois! 😉

4) Slackware roda até num 486

Adoro tópicos no estilo “Qual distribuição eu uso no meu Pentium 133”. Todos recomendam mil distros. Damn Small, Xubuntu (hehe), Vector, Kurumin Light e até RedHat 7.2 entra na dança. Mas primeiro, ninguém dos que respondem usaram Slackware ou alguma das distros aí citadas em configurações semelhantes. E segundo, quase ninguém (exceto eu e outros conhecedores da distro que usam) recomendam o Slackware. O mais engraçado é que todos se esquecem (ou simplesmente não sabem), que o Slackware é feito para processadores Intel 486 e/ou superior! 🙂 Não obstante, o Slackware (e o KDE que acompanha) é empacotado inteiramente por dois 486, do nosso american idol Patrick Volkerding!

O mais legal é que eu já testei o SLackware em configurações semelhantes. Inclusive, já fiz servidores com computadores considerados sucatas, onde reviveram novamente com essa distribuição Linux. Claro, você não pode se enganar pensando que vai rolar o KDE num bichinho desses, não zoa. 😛  Porém, você pode usar vários programas em modo texto, um dos gerenciadores de janela leves que ele acompanha (FluxBox, WindowMaker, TWM, FVWM) e rodar aplicações simples do X. (Por experiência própria, não imprima numa impressora escrava paralela ou escute MP3 neles. Lerdeia geral).

Também, você pode fazer terminais remotos de X com esse bicho + Slackware. Sim, eu também já fiz e relatei há quase um ano atrás (vou pedir pros meus amigos o texto que escrevi), e o negócio fica melhor ainda. Você deixa a sua sucata totalmente funcional, os únicos gargalos serão o monitor, que num micro desses mal deve pegar 1024×768@256 cores. 😛

Você também poderá mesclar aplicações! Por exemplo, tu tem dois computadores e um modem ADSL bridgeado? Coloque outra placa de rede (Realtek é 15 conto :)) na tua sucata e faça um servidorzinho pro seu modem, com DHCP pro seu computador bom, que estará rodando Linux também, e configure um XDMCP no micro mais novo. Sua sucata conecta na internet e passa o acesso pro seu outro computador. E o seu outro computador tem um servidor XDMCP e devolve o ambiete gráfico pra sua sucata, os programas rodarão no seu computador bom e você tem um segundo terminal pro seu irmão pentelho usar enquanto você tá no outro micro. 🙂 As possibilidades são infindas.

5) Slackware te dá as ferramentas certas.

O Slackware tem ferramentas que servem pra auxiliar o usuário. A partir do pkgtool (gerenciamento de pacotes) pode-se puxar as outras ferramentas (opção SETUP), que configuram o modem discado (só serve se for HardModem ou externo), mouse, rede, timezone, gerenciador de janelas e etc. São os scripts de configuração realizados após a instalação da distribuição, e o melhor é que eles não são primordiais para o funcionamento! Pois, as mesmas configurações que tu faz neles são feitas também nos arquivos de configuração a que eles se destinam.

Eu explico. Você pode configurar a rede através do netconfig (ou pkgtool -> Setup -> seleciona Network e dá OK, ele abrirá o netconfig) ou ir diretamente no /etc/rc.d/rc.inet1.conf, inserir os mesmos dados que o netconfig pergunta no arquivo. Tudo bem demarcado, sem ter nem como errar. São as únicas ferramentas onde o Slackware auxilia o usuário.

Do mesmo modo que as ferramentas não são primordiais, elas podem ser removidas e o sistema continuar intacto. Remove o aptitude, o dpkg-reconfigure e o apt-get do Debian e me conta como é que fica. 😛

6) Slackware vem com os programas certos.

Slackware não é socialista, que segue aquela filosofia ridícula de só vir com programas OpenSource. Slackware só fica a dever programas que são ilegais nos Estados Unidos (libdvdcss, por exemplo. Precisa instalar à parte). Slackware vem com codecs pra MP3, MPG, Java (JDK e JRE por exemplo) e outros programas que os socialistas condenam mas os usários instalam. 😛

7) O init do Slackware é perfeito.

Slackware tem um init simples e funcional. Primeiramente, a tabela de inicialização é diferente das outras distribuições, segue:

init 0 = Desliga.
init 1 = Single User;
init 2 = Desuso, mas configurado igual ao 3;
init 3 = Multi User;
init 4 = Multi User gerenciado pelo modo gráfico (GDM/KDM/XDM);
init 5 = Desuso, mas configurado igual ao 3;
init 6 = Reboot.

No inittab, o runlevel padrão é o init 3, que depois da instalação te põe numa tela em modo texto pedindo login. (Para o login ser feito em modo gráfico, deve se alterar o inittab para usar por padrão o init 4). Depois, toda a inicialização do sistema é feita no diretório /etc/rc.d. O primeiro arquivo chamado pelo inittab é o /etc/rc.d/rc.S, se o runlevel padrão for o 3 ou 4, o rc.S chama o rc.M, e se runlevel padrão for o 4, o rc.M chama o rc.4. E são eles que chamam os outros scripts no mesmo diretório, como rc.alsa, rc.cups, rc.bind, rc.samba, o GDM/KDM/XDM, e etc.

Os serviços também são desativados apenas tirando o nivel de execução (chmod -x rc.serviçoquetunaoquer), e no próximo reboot ele não será mais chamado. Simples assim. Nada como uma bagunça na /etc/init.d, com trezentos links simbólicos de programas que as vezes você nem tem. Tudo extremamente fácil e extremamente simples.

8) Não há limites para o seu Slackware.

Não há limites pro Slackware. Ele tem um grande repositório de TGZs em sites especializados), todos os tarballs e bzballs são compilados sem esforço nenhum, tem todas as libs necessárias, a documentação é vasta, a estabilidade é grande, os fóruns são fortes, ele geralmente é a porta de saída do Linux (quem usa resolve conhecer outros sistemas, como FreeBSD e Solaris) e os usuários são inteligentes (pelo menos 80% deles). Tendo os requisitos que mencionei acima, você pode ser um Slackware User. TEnha perceverança e não desista. Pois se você não faz vista grossa aos erros do teu Ubuntu, provavelmente, o Slackware é a distribuição certa pra você!

Stay safe,
Lucas Timm.

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Categorias:Linux, Slackware

Samba como cliente (estação)

18 de março de 2007 7 comentários

Hi folks =)

Um dos maiores mitos, dos quais a Microsoft adora assustar os seus clientes insatisfeitos, aqueles que realmente assumem vontade de trocar de plataforma, é dizer que o Windows não se integra em rede com outros sistemas operacionais (explicitamente ela critica o Linux), como se apenas você detestasse o Windows mas só existisse ele na face da terra, e qualquer que seja o seu sistema operacional não-microsoft, ele não se “integrará com o mundo”. Eu já vi várias pérolas nesse sentido.

Desmentindo tudo isso, existe um programa que realmente deveria ser definido como o sentido da interoperabilidade. O Samba é o programa em que a mágica acontece, e faz sistemas operacionais Unix/Unix-Like (Solaris, BSDs, Linux, AIX e outros) se integrarem em redes ambiente Windows. Fruto inicialmente do programador Andrew Tridgell, atualmente o Samba é mantido por ele e pela sua comunidade. E é muito completo, compartilha arquivos, tem gerenciamento de usuários, PDC (controlador de domínios, inclusive mais rápido que o próprio Windows, infelizmente ainda a nível NT4) e se integra ao MS ActiveDirectory. Tudo isso sem códigos proprietários (ocasião em que eu acho isso uma vantagem) sem infringir nenhuma patente. Samba é r0x.

Como tudo começou (senta que lá vem história)

A história do Samba por si só é um capítulo a parte. Parafraseando um amigo meu, sem saber que era impossível, ele foi lá e fez. Tinha um cara que era PhD em Ciências da Computação em Canberra, na Austrália, no ano de 1991. O nome dele é Andrew Tridgell.

Ele havia ganhado um programa chamado eXcursion, um cliente X pra Windows, e esse programa necessitava de um segundo programa, o Dec PathWorks. Havia o cliente pra DOS, mas impossibilitava o uso de algum cliente NFS. O Pathworks Server então só era disponível para estações DEC rodando VMS ou Ultrix, e assim, ele não poderia mais montar os dispositivos no Solaris dele, pois o programa não tinha foco no Solaris ou outro SO não sendo os da DEC.

Andrew então tinha uma DecStation 3100 com Ultrix no laboratório, e ele imaginou que a merda do protocolo que o Ultrix usava não seria tão dificil de implementar, apesar dele nunca ter escrito nada voltado pra rede. Leu um pouco sobre sockets e criou um programinha simples, chamado Clockspy, que simplesmente capturava o que o Pathworks Server “falava” pro Pathworks Client. Ele passou a escrever programas simples em C (Turbo C pra DOS) que dava comandos básicos ao servidor (open, read, cd e outros) e ficava de olho nos pacotes que eles trocavam.

Com base nisso, ele escreveu um programa pro Solaris que “conversava” com o Pathworks Server, como o Pathworks Client fazia. Ele pensou que poderia haver pessoas que se interessariam pelo que ele havia feito, e perguntou na universidade, mas ninguém quis. Então, ele foi num escritório da DEC em Canberra e perguntou se ele poderia distribuir o programinha que ele havia feito, ou se era ilegal. E foi a primeira vez que ele ouviu o nome NetBios. Então ele leu os RFCs 1001 e 1002 (documentação do NetBios) e viu que simplesmente, ele implementou o SMB, o protocolo de rede da Microsoft! Assim, ele chamou o seu programa de Server 0.1.

E tudo bem, mas passou um tempinho (encurtando a história) e ele recebeu um email que dizia que o Server interagia com o LanManager, e aí que ele foi ver o que foi que ele tinha criado!!! Posteriormente, ele chamou o programa de NetBios for Unix (veja o anúncio original aqui), e posteriormente mudou o nome para Samba. Assim, Andrew acabou se tornando das personalidades mais r0x do mundo Linux atualmente, uma pessoa que eu admiro muito.

Como eu comecei a gostar disso

Já expliquei nesse post, meio por alto, que na minha saga do aprendizado, o NFS foi o primeiro meio de comunicação e troca de arquivos que eu implementei no Linux. O Samba já despertava a minha atenção, sim, mas era algo muito “complexo” pra minha cabeça, naquela época, e não havia bons tutoriais na internet. Tudo era voltado pra PDC, mal explicado e complicado. Eu tentei várias coisas, pois precisava trocar arquivos (meu computador era o único Linux no meu ambiente de trabalho), e nada funcionava.

Então, num ato de machêsa, eu resolvi configurar o samba por mim mesmo. Já sabia de alguns parâmetros básicos, será que eu não conseguiria fazer sozinho? Então, li mais algumas coisas e fiz um apanhado geral do que a internet me dizia e do que eu poderia fazer. Interpretei o que várias linhas significavam, montei o meu smb.conf, de primeira ele já funcionou. E posteriormente, na terceira tentativa ele já recebeu arquivos que eu me auto-mandei de outro computador via ambiente de rede. mais uma lida e eu consegui fazê-lo imprimir via rede, e mais um pouco, outros computadores imprimiram através da minha estação: Serviço completo. E é isso que vou instalar a partir de agora.

A instalação do Samba

No Slackware 11, 10.2 e 10.1, o pacote vai no CD1, diretório /slackware/n. Só um installpkg samba-3.0.23c-i486-1.tgz e a parada tá resolvida. O script de inicialização é no /etc/rc.d/rc.samba.

No Fedora 6, yum install samba. Ele baixa e instala sem problemas (isso se o pacote samba não foi selecionado no ato da instalação). Basta um service smb start e ele já entrará em execução.

No Debian, apt-get install samba. Se tu der sorte ele vai baixar os pacotes corretamente e vai instalar certinho, hehe. No final ele tem um “assistente”, onde ele perguntará se quer que o samba inicialize a partir dos daemons ou do inet. Sugiro fortemente os daemons. service samba start e ele ativa.

No Solaris eu achei o pacote nesse site, só baixar e instalar com o pkg-add. Para ativar, svcs samba start (se eu não me engano era assim, tem tempo que eu fiz e o meu DVD do Solaris tá com o Gilberto).

Em todas, a configuração é feita no arquivo /etc/samba/smb.conf, e não vai haver mudanças no arquivo. No máximo os diretórios terão alteração.

Enfim, o smb.conf

Esse arquivo acompanha todas as configurações do samba, para o Unix/Linux interagir com o tal do Windows. Abaixo segue o meu smb.conf comentado para a interação de compartilhamento, ou seja, sem necessidade de usuário e senha. O arquivo é dividido em sessões. Na Global são as configurações gerais. Na printers, obviamente ficam as impressoras. E as configurações de diretórios terão o nome que tu escolher. Lets go?

# /etc/samba/smb.conf básico para compartilhamento.
# altere conforme as suas necessidades.
# Criado por: Lucas Timm
# https://timmerman.wordpress.com

[global]

# workgroup: Grupo de trabalho, deixe igual aos que tu
# colocou no Windows. Me deixe adivinhar… mshome? hehe.

workgroup = timmhome

# server string: Descrição do computador. Fique a vontade.

server string = AMD Athlon 1300MHz

# netbios name: Nome do servidor perante o Windows, que
# aparecerá no “Meus Locais de Rede”, ou \\nome.

netbios name = Servidor

# printcap name: O sistema de impressão que você usa. Pode ser lpd.

printcap name = cups

# load printers: Quer que os Windows vejam a impressora? Se nao
# tiver pode colocar em no, sem dó.

load printers = yes

# tempo de cache do sistema de impressão. Não mexa.

printcap cache time = 60

# De novo, se tu usa o cups deixe assim. Se usa lpd, basta mudar.

printing = cups

# Agora vem o sistema de logs. Estarão no diretório abaixo.

log file = /var/log/samba/%m.log

# Tamanho máximo do log

max log size = 50

# Debug do Log. Como esse smb.conf tá montado, está básico.
# Mas fazendo um domínio, por exemplo, é muito bom aumentar,
# principalmente quando a gente não descobre o erro. hehe.

debug level = 1

# Essa aqui é a fodona! 😀 Não mexa nela. Essa apenas permite
# compartilhar.

security = share

# OS Level: Essa também é r0x, com OS Level = 100 a estação irá
# atualizar a lista com o nome dos hosts presentes.
# Deixa assim.

os level = 100

# Domain Master: A mesma coisa da acima.

local master = yes

# Quer o samba como um proxy de DNS? Eu não, se tu quiser, põe yes!

dns proxy = no

# Ele será um servidor WINS? (o negócio da listinha). Eu gosto.

wins support = yes

# Acabou a parte do global, vamos pra parte do printers. Se tu
# Não tiver nenhuma e colocou “no” nas de cima, pode comentar.

[printers]
comment = All Printers
path = /var/spool/samba
browseable = yes
guest ok = yes
writable = yes
printable = yes
read only = yes

# E agora os diretórios! Crie: [NomeQueVoceQuerQueApareça]
# podem ser quantos você quiser. Recomendo criar um diretório só
# pra troca de arquivos na /, pois nas homes precisa definir
# muitas permissões, e outros poderão xeretar…

[Compartilhada]

# Endereço pra ela:

path = /Compartilhada

# Comentário que vai aparecer

comment = Pasta compartilhada para Lucas

# Se é possível acessá-la pelo ispróri

browseable = yes

# Se qualquer um pode acessar.

public = yes

# Se pode escrever:

writable = yes

# A mesma coisa, mas tem que colocar.

read only = no

# ——- EOF! ——-

Lembre-se de criar o diretório que você compartilhou, e dar acesso pra ele. No caso aí de cima:

mkdir /Compartilhada
cd /
chown algumuser.users /Compartilhada
chown 1777 -Rf /Compartilhada

E, após isso, rode o comando testparm para saber se existe algum erro na sintaxe. Se não houver, reinicialize o Samba conforme o sistema que usa. service smb restart, /etc/rc.d/rc.samba restart, enfim, essa parte é contigo. E, pelo teu Windows, faça aquele lindo assistente para configuração da rede. Lembre de colocar o mesmo grupo de trabalho. Reinicie o Windows e veja o Meus Locais de Rede, pois o teu Unix/Linux estará lá, lindamente.

Pelo Linux, pode ser acessado através do protocolo smb:///, tanto no Konqueror quanto no Nautilus. smb://nomedomicro ou smb://ip pra ir diretamente, ou smb:/// para listar. Em modo texto? smbtree. 😉

Finalizando, numa próxima oportunidade eu crio um outro artigo com a configuração do samba como PDC de uma rede em ambiente Microsoft. Esse dá mais trabalho!

Abraços,
Lucas Timm.

Referências:
História do Samba. No Slackware, vi /usr/doc/samba-3.0.23c/docs/history

Por que eu estou usando Fedora

9 de março de 2007 9 comentários

Hi folks =)

Há cerca de duas ou três semanas, tenho testado o Fedora Linux 6 em meu computador de trabalho. E o pior: Estou gostando muito! Apesar de eu continuar louvando o Slackware (não com tanto empenho, eu admito) e a minha cruzada anti-Debian continuar com todo gás (um bom tema pro próximo post), as pessoas acabam mudando, estou me convertendo pouco a pouco para o sistema for desktop da RedHat. Então, antes de prosseguir, preciso contar como eu cheguei até aqui.

Como tudo começou (ascenção e queda do amor pelo RedHat)

(Senta que lá vem história:) Um belo dia, quando eu saí do Windows ChisPêta e migrei para Linux, cogitei duas distribuições para começar: RedHat 9 e Mandrake. Como eu estava vindo do Windows e do Kurumin, acabei ficando no Mandrake pois, rezava a lenda, ser mais amigável e mais fácil que o RedHat. Sim, naquela época ainda diziam que o Mandrake era a distribuição mais fácil que havia, e de certo modo, o Mandriva é dos meus prediletos atualmente, eles não estavam errados. Algum tempo depois e já tendo passado algum desinteresse por minha parte, quando eu já estava me aprofundando um pouco mais (e pegando raiva do tal do Mandrake), comecei a pesquisar na internet alguns tutoriais para incrementar os meus conhecimentos.

No Linux era tudo tão diferente, tão mais legal! Tenho saudade dos dias em que o Samba era algo complexo demais para “eu” fazer, então como eu poderia fazer o tal do Linux trocar arquivos, visto que o mesmo sistema era tão apontado pela estabilidade em rede? Precisava de uma solução, e assim, li um pouquinho e vi sobre um tal NFS, e o tutorial era feito pro RedHat 9! Pensei: Por quê não? Chegou a hora! Instalei o dito cujo do RedHat, usei mais em modo texto e fiz aquilo. E o pior, eu gostei (atenção) *MUITO* daquela distribuição, apesar dos dois dias de uso. Mas, eu não tinha motivos pra adotá-lo como desktop, visto que já estávamos no Fedora Core 3.

Assim, ligeirinho, eu descolei uma cópia do Fedora Core 2 para poder testar. E eu não gostei. Odiei. Detestei, repugnei. Pensei: Caramba, o RedHat era tão perfeito! Como fizeram isso com ele? Que coisa nada a ver com ele, feio, mal configurado, não tocava MP3 por default (coisa que me irrita até hoje), e o meu mundo caiu, quê sacrilégio! (apesar disso eu não testei a fundo o Yum, e eu ainda não usava o Gnome). E fiquei realmente triste, e pensei: Deixa pra lá, estou mudando de distro, vou aprender algo decente, me preparei e fui pro Slackware. Depois mais uns meses de Debian (puro e derivados), SuSE, Mandriva, outras distros, distros completas, distros incompletas, distros boas, distros ruins, distros r0x, distros sUx, distros que fedem (FeniX, Famelix e outras!!!!), e nenhuma tão… tão… tão… tão.. PEERFEEITAA quanto o meu izléquiuér. 😀 E nisso chegamos até os dias de hoje. Aliás, até umas duas semanas atrás. 😀

Ah é, a explicação

Sim, Slackware (ainda) é a minha distribuição preferida. Invicta de erros, de instabilidades, de pacotes corrompidos fodendo o meu sistema, de dpkg-reconfigures, de apt-get -f install, mas eu também juro que eu não sei o motivo (intuição? instinto?), baixei o Fedora 6 logo após o lançamento. Gravei os 5 cds (!) e joguei dentro do meu guarda-roupas. Nunca mais nem mexí. Então, passou um tempinho, e o meu colega Pablo me falou que o Fedora 6 estava muuito mais r0x que o Slacwkare. Tive aquele pensamento bovino (huuuuuuuummmmmmmmmm..), regado de curiosidade e temperado com desconfiança. Mas, deixa pra lá.

E, eis que vem o amigo Silas, que ainda usa o RedHat 9 em seus servidores (!), e sempre comentava que gostava (muito) do RedHat e talz. Terceiro, eu vi uma alfinetada bem legal, vinda de Erick Raymond, de certo a mulher dormiu de calça jeans e ele trocava o Fedora pelo Ubuntu, fiz um comentário que está nos tops do Br-Linux até hoje (09/03/06), com a metade da comunidade xingando o coitado e pegando pau pro Debian. E por ultimo, no mesmo dia, eu vi um esse vídeo do YouTube, onde o rapaz estava usando o Fedora como desktop, já com AiGLX (ou seria XGL?), Beryl e tudo bem legal. Pensei: Por quê não? Parti para o desafio.

O micro é um AMD Athlon 700MHz (Slot A), com 256MB Ram PC-133, GeForce MX 4000 e HD Seagate 80GB. Arranquei um pedaço de Solaris que havia no HD, e comecei a substituição pelo Fedora 6. Talvez acostumado ao Slackware, eu achei a instalação horrivelmente lenta, porém com um instalador gráfico bem intuitivo, o clássico Anaconda. Eu tinha saudades dele. Demorou cerca de 2 horas pra tudo ficar pronto, e o sistema de arquivos utilizado, infelizmente, foi o EXT3. Sim, eu amo o ReiserFS, mas não tem como instalar o Fedora 6 nele. Nada é perfeito. 🙂

Após a instalação, de maneira semelhante aos sistemas “poli-usuário” da Microsoft, ele tem um “assistente” (eu odeio isso) ao final que adiciona um usuário e cria a senha de root, e ainda ativa o eSecure, que eu não ativei. Confio no tio Linus. Como eu havia colocado o Grub na partição, foi só bootar o nome do Solaris que havia no Grub do Slackware, ele puxou o Fedora, o nome eu mudei depois 😀

Após a instalação

Após o boot, eu vi que o slogan da Microsoft feito para o Vista deveria mesmo ser usado para o Fedora Linux 6: O uau começa agora. Eu não sei como, presumo ser o tal do GenSplash, mas o processo de boot é simplesmente maravilhoso, graças ao RHGB. Sem noção do quanto, com direito a mouse e tudo mais. É possível expandir e recuar o verbose, não como um bootsplash comum, onde uma vez ativado o modo Verbose, ele só desaparecerá na próxima inicialização.. hehe.

Meu uau, então, nem havia começado. Repleto de serviços desnecessários de pós instalação (NIS, NFS, SendMail, Apache, Cota de disco, enfim), e simplesmente.. O Fedora foi inicializado muito mais rápido que o Slackware, que no mesmo micro tem apenas o Samba de mais esdrúxulo. Ao chegar no Gnome, eu que já estava boquiaberto, babei um pouco mais no theme do GDM, que é maravilhoso. Loguei e, num momento quase orgásmico, voltei a ver um Gnome que eu não via há muito tempo atrás. Perfeitamente configurado, com um belo wallpapper, um conjunto de ícones legal, tudo na bela perfeição. A agilidade é causada pela otimização pra i686 dos pacotes, nem o Gentoo com um make.conf enfeitado ficou tão bom quanto o Fedora 6, nesse mesmo micro.

O gerenciador de pacotes gráfico é muito fácil de usar, embora o Yum é lento pra procurar. Apesar disso, não é algo que me incomode, visto que eu até usei um yum upgrade, que atualizou todos os 5413203450441778 pacotes do meu Fedora e não veio nada corrompido – ao contrário de um apt-get dist-upgrade. Desativei vários serviços (através do Gnome mesmo 🙂 ), e o boot é dado em cerca de 20 segundos. Instalei o driver da Nvidia, que, pelo Fedora ser completo, o procedimento é o padrão. Instalei também o Samba, o KDE (horrível como sempre mas é bom ter), amarok, banshee, Exaile!, MPlayer, Xine, , Flash, Java e mais algumas (várias) yumadas. Apesar de lento na procura, ele é extremamente seguro: Verifica a checksum de cada arquivo antes de instalar. Parece que o “espírito RedHat” estava me ajudando bastante.

Problemas que encontrei

Apesar de tudo, encontrei alguns bugs que é bom relatar. Se fechado inesperadamente, o yum não apaga o semáforo /var/run/yum.pid, o que impossibilita o download de outro pacote. É necessário removê-lo manualmente.

Além disso, tive problemas com o socialismo do Fedora, que assim como o Ubuntu, vem sem nada proprietário. Então, adicionei o repositório do Livna.org no meu Yum e já baixei tudo o que tinha direito: xine-lib-extras-nonfree, flash, java, gstreamers-codecs-ugly. ASsim, os players que yumei passaram a reproduzir MP3, e não só o meu CD da Karine Alexandrino, que é ripado em .ogg.

O OpenOffice passou a dar uma mensgem de erro ao abrir após eu mudar o nome do computador, em /etc/sysconfig/network, zerei as preferências dele e voltou ao normal. E, quando um usuário loga constantemente em root, aparece uma mensgem no Gnome dizendo que aquele usuário está com acesso permitido para fazer alterações no sistema para outros usuários – não testei, mas imagino ser uma pré-configuração automática do sudo. Interessante, mas pode dar muuuuuito problema com relação à segurança.

O desktop 3d, ativado também via Gnome, usa o Compiz, que é antigo. Se fosse por padrão o Beryl, seria mais interessante. Ah sim, tem o Beryl nos repositórios do yum. E, também, após o yum update, ele atualizou o kernel sem me pedir e eu precisei reinstalar o driver da nvidia; Mas sem problemas. É ótimo ver o logo duas vezes, uma ao bootar e outra no GDM!

E como eu fiquei nessa história?

Eu fiquei feliz. Gostei muito da versão corrente do RedHat e supriu minhas necessidades como usuário final, e estou cogitando a instalação do Fedora 7 no meu computador pessoal em casa, um Athlon 1300 com 512MB Ram. Seria realmente o fim do Slackware no meu desktop? Pode ser, mas se for, ele continuará eternamente no meu coração. E nos meus servidores e outros PCs com hardware inferior ao i686!!

Stay safe,
Lucas Timm.

Categorias:Linux, RedHat, Slackware

Desbloqueando os terminais de 1 a 5 no Slacwkare (tty)

3 de março de 2007 Deixe um comentário

Explicação:

Hi folks! =)

O Slackware Linux, minha distribuição Linux predileta, é conhecida por muitos por ser uma distribuição difícil. (O que é mentira inventada pelos Debianos que não conseguem viver sem o apt =). E, ao setarmos por default o init 4, que faz com que computador passe a ser controlado inteiramente pelo modo gráfico, ou seja, ele boota e já cai no KDM, XDM ou o melhor, GDM (LoL), os terminais de tty1 a tty5 ficam bloqueados, apenas o tty6 liberado. Ou seja, pra quem boiou, seria um Ctrl Alt Fx, onde x é um numero de 1 a 6, com o modo gráfico no 7. No Slackware em init 4, o Ctrl Alt F1 a F5 ficam inutilizáveis por default.

Ahh mas como assim? Todo mundo se conforma com isso?

Mais ou menos, eu mesmo acabei acostumando a usar apenas o tty6. E eu sabia uma maneira bem porca de manter esses terminais desbloqueados, que ensinarei também. Agora, para o que se destina esse tutorial é, ensinar a fazer corretamente com que o Slackware mantenha liberados os terminais acima citados, de maneira legal e bem feita. E não é dificil. Então, mãos à obra?

A maneira Lusitana

O modo mais comum (a gambiarra porca que falei) precisa de duas paradas. Sim, é mais dificil mas dispensa raciocínio, enfim:

1) Com seu editor predileto (vee eye!!!!!) edite o arquivo /etc/inittab. Mude a linha id:4:initdefault: (se você assim a colocou) e altere-a para id:3:initdefault:. Sim, colocamos de volta em init 3 por default. Se tu nem chegou a alterar isso após a instalação do Slackware e manteve o bichão em init 3, passe para o próximo passo.

2) Depois, vá até o /etc/rc.d/rc.local e adicione ao final do arquivo a linha kdm &. E, pois tá pronto, ficou lindo gaja!!

A maneira r0x

O modo mais bonitinho, que inclui a verdadeira liberação dos terminais para o runlevel 4, se dá no arquivo /etc/inittab, também, que é o responsável pelo gerenciamento dos runlevels da distribuição.

No seu editor predileto (vee eye \o/), procure as seguintes linhas:

# These are the standard console login getties in multiuser mode:
c1:1235:respawn:/sbin/agetty 38400 tty1 linux
c2:1235:respawn:/sbin/agetty 38400 tty2 linux
c3:1235:respawn:/sbin/agetty 38400 tty3 linux
c4:1235:respawn:/sbin/agetty 38400 tty4 linux
c5:1235:respawn:/sbin/agetty 38400 tty5 linux
c6:12345:respawn:/sbin/agetty 38400 tty6 linux

Altere uma por uma e deixe-as da seguinte maneira:

c1:1235:respawn:/sbin/agetty 38400 tty1 linux
c2:12345:respawn:/sbin/agetty 38400 tty2 linux
c3:12345:respawn:/sbin/agetty 38400 tty3 linux
c4:12345:respawn:/sbin/agetty 38400 tty4 linux
c5:12345:respawn:/sbin/agetty 38400 tty5 linux
c6:12345:respawn:/sbin/agetty 38400 tty6 linux

Muuuuuito difícil, né?

Interpretação

Repare que isso é a linha de configuração individual de cada um dos 6 terminais “puros”. E, do c1 ao c6, originalmente, a sequência numérica era 1235, exceto pelo c6. Isso significa que, os terminais (novamente, do 1 ao 6) estariam liberados nos runlevels 1, 2, 3 e 5. O c6 estaria disponível também no runlevel 4, o que libera o tty6 em init 4.

Então, a alteração faz com quê os terminais 2, 3, 4 e 5 fiquem disponíveis no runlevel 4 também. Sim, Slackware é muuuito complicado. hehe. 😀

Nota final

Como viram, eu não liberei o tty1 para o runlevel 4, de modo que ele fique *APENAS* para o dmesg; Prefiro que as mensagens do meu sistema fiquem a sós, do que fazer o sacrilégio de digitar em cima do meu bootsplash. Mas, se tu quiser liberar o 1 pra uso também, é à vontade. Afinal, agora tu já sabe como fazer isso.

Agradecimentos

– Ao amigo Rafuka (apelido carinhoso ao maninho Rafael Puga =), que me falou disso e era algo que eu nunca tinha parado pra olhar direito por não me incomodar. O tutorial pode ser agradecido a ele. 😉

– A revista Linux vs. Windows v. II GSi EXTRA Pró Turbo estava meio monótona e sem graça, então eu resolvi escrever o tutorial. =) (Brincadeira ok?? 😀 Tóin, viadinho, você está de parabéns). Segue os mirrors para download:

http://www.linuxvswindows.com.br/revista/RevistaLvW_02.pdf
http://www.maruseruro.phpnet.us/RevistaLvW_02.pdf
http://files.myopera.com/linvswin/files/RevistaLvW_02.pdf

Stay safe,
Lucas Timm.

Categorias:Slackware

WireLess e Linux: Uma realidade!

23 de dezembro de 2006 7 comentários

(Eu já postei esse há algum tempo, mas ficou bom e vou trazê-lo pra cá!)

Eu e o Gilberto decidimos tentar fazer uma rede de duas casas (distantes uma da outra) por WireLess. Cabo ia ficar complicado, e ia dar na cara que duas pessoas estavam rachando ADSL. Pior é que não era por miséria, a BrasilTelecom não tem disponibilidade nem interesse em nos ajudar a ter um acesso banda larga. O Gilberto mora lá no quimba…

Então, passamos na segunda feira na galeria Compu-Plaza, em Goiânia, galeria especializada em produtos de informática. Verificamos todas as alternativas e preços de Access Points e placas WireLess, das mais variadas marcas e modelos, para tentarmos fazer a rede.

Os chipsets das placas eram dos mais diversos. Marvell, Realtek, Davicom. Até que achamos uma LG (usada com chipset Realtek 8180L, por 50 conto. Pesquisei um pouco na internet para saber a compatibilidade com Linux, e constatei que era o modelo perfeito. Tinha driver oficial, driver opensource e funcionava no ndiswrapper caso os outros dois não resolvessem a situação. Voltamos no outro dia e compramos a criança.

Infelizmente, o driver oficial só funciona em Kernel 2.4.18 e 2.4.20, logo descartamos, estamos no Kernel 2.6.17.13. O driver opensource (un-official) era meio doido, e ao rodar o make, ele simplesmente excluia todos os arquivos de dentro do diretório. Sobrou o ndiswrapper, que na primeira tentativa já funcionou. Ridículo, de tão fácil.

Então, vou ensina-los a instalar um driver pra placas mãe WireLess através do ndiswrapper. O procedimento é o mesmo para todas as placas suportadas pelo ndiswrapper, mudando apenas o driver na hora de concatenar. Não sei quais são todos os modelos. Só sei que é r0x.

Pequeno conceito: O ndiswrapper wina drivers de placas de rede WireLess. Ou seja, ele pega o driver pra Windons e faz funcionar. Simples assim.

Ah: As instalações foram feitas usando Slackware 11, e o CD da plaquinha. Sim, com o driver pra Windons. Também requer que o pacote wireless-tools, da cabeça n esteja instalado.

1)Primeiro passo: ndiswrapper.

Baixar a ultima versão do ndiswrapper nesse site:

http://ndiswrapper.sourceforge.net/

O procedimento de instalação é básico.

# tar -zxvf ndiswrapper-x.xx.x.tar.gz
# cd ndiswrapper-x.xx.x
# make
# make install

2)Segundo: Obter os arquivos inf do driver for Windons. No nosso caso:

# mount /dev/cdrom
# cd /mnt/cdrom
# cp rtlwinxp.zip /tmp
# cd /tmp
# unzip rtlwinxp.zip
# mkdir /usr/share/WireLess
# cp * /usr/share/WireLess
# cd /usr/share/WireLess

3)Depois: Concatenar o ndiswrapper ao driver

# ndiswrapper -i NET8180.INF (foi o arquivo extraído do CD, que dizipei acima).

4)Por ultimo: Subir o módulo

# modprobe ndiswrapper
(verifique se subiu corretamente no lsmod e no dmesg!)

E a instalação está feita!

Configuração:

1)Scannear as redes disponíveis

# iwlist wlan0 scanning

Ele vai mostrar as redes disponíveis e as informações de cada uma delas. Então, leia a informação correspondente a sua rede e complete o comando abaixo:

# iwconfig wlan0 essid “nome_da_sua_rede_com_as_aspas_mesmo” key “chave_de_criptografia_caso_tenha” channel X

Todos os dados são mnostrados no iwlist. Verifique no seu quais são, caso contrário ele não joina na rede.

No meu caso:

# iwconfig wlan0 essid “rededomestica” key “a1b2c3d4e5” channel 6

2)Depois de scannear, subir a rede

# ifconfig wlan0 ip.dessa.interface/mascara up
# route add wlan0
# route add default gw ip.do.meu.gateway
# echo “nameserver ip.do.meu.dns” >> /etc/resolv.conf

exemplo prático:

# ifconfig wlan0 192.168.1.150/24 up
# route add wlan0
# route add default gw 192.168.1.1
# echo “nameserver 201.10.128.3” >> /etc/resolv.conf

Se tiver DHCP não precisa desses acima, basta um:

# dhcpcd wlan0

E prontinho! Está configurado

Para automatizar o processo, no meu caso:

# echo “/sbin/modprobe ndiswrapper” >> /etc/rc.d/rc.modules

# vi /etc/rc.d/rc.local (inserir as seguintes linhas):

iwconfig wlan0 essid “rededomestica” key “a1b2c3d4e5” channel 6
dhcpcd eth0

Então, a cada reboot ele joinará na rede se ela estiver ao alcance. Very very simple! Tempo gasto: 1 minuto e 30 segundos!

Uma coisa que eu não deixei de notar, a placa funcionou melhor em ambiente Linux que em ambiente Windons. Testamos no Windons 2000.

Finalizando, o Slackware tem o daemon /etc/rc.d/rc.wireless, que é chamado pelo /etc/rc.d/rc.inet1 e suas configurações ficam no /etc/rc.d/rc.wireless.conf. Eu não consegui entender a lógica dele, então apelei pro rc.local. Funcionou belezuca! WireLess e Linux: A solução para os seus problemas! Pena que o gato no ADSL do vizinho não deu alcance… 😛

Categorias:Linux, Slackware

Atualizando o Kernel do Slackware 11 (sem recompilação)

20 de dezembro de 2006 12 comentários

Apesar de estarmos em pleno 2006 (quase 2007), um acontecimento muito comum aos novos usuários Slackware é quando eles acabam instalando com o Kernel default, que ainda é da série 2.4. O Kernel 2.4 é extremamente estável, motivo pelo qual o Patrick ainda não o jogou pra escanteio =)
Mas, várias aplicações (Bootsplash, controladoras SATA, até o ndiswrapper) simplesmente não compilam no kernel de série 2.4. Por falta de informação, as pessoas as vezes acabam mudando para outra distro ou compilando um Kernel do zero. Claro, nisso elas aprendem, mas é desnecessário na maioria dos casos. Vou lhes explicar.

O Slackware em versão 11, vem com 3 Kernels diferentes, prontos para o usuário escolher. As opções são o default, com suas variantes (bare, bareacpi, oldcd, mca e cia), 2.4.33, o kernel huge26, versão 2.6.17.13 e o kernel test26, versão 2.6.18. Claro, se ele não escolher cai automaticamente no bare.i do 2.4.33.

Assim, partiremos do pressuposto que tu instalastes o Slackware 11 com kernel 2.4.33 e vai atualizar para o huge26.s (que tem até versão com multi-processamento). O mais importante nisso tudo é não reinicializar o computador até que todo o processo esteja feito. Isso é coisa séria, não seguindo tu ganha um belo de um Kernel Panic. Vamos prosseguir? 😀

1) A primeira coisa a fazer é remover os destroços do kernel atualmente em uso. Digite pkgtool, procure a opção remove e aguarde a listagem. Selecione os pacotes (pressionando a barra de espaço em cima deles) kernel-modules-2.4.33-i486-1, kernel-headers-2.4.33 e kernel-source-2.4.3. Aperte OK para fazer a remoção. Sem medo!

2) Depois, monte o CD2, do Slackware. Com o cd montado, acessar o diretório /extras/linux-2.6.17.13. Lá tu vai encontrar os arquivos: kernel-generic-2.6.17.13-i486-1.tgz, kernel-modules-2.6.17.13-i486-1.tgz, kernel-headers-2.6.17.13-i386-1.tgz e kernel-source-2.6.17.13-noarch-1.tgz.
Instale-os com o comando installpkg *.tgz. Demora mais no kernel sources, mas uns 2 minutos e estará instalado.

3) Acesse o diretório /boot. Ao aplicar o comando ls, haverá um arquivo vmlinuz-generic-2.6.17.13. É a imagem do kernel, o que faremos bootar. Porém, essa é uma imagem genérica. E nela, infelizmente, não há suporte aos sistemas de arquivo! 😀 Sim, não estou brincando. Para não resultar num belo de um “Panic! At the Kernel”, devemos fazer um initrd.gz para que o módulo do reiserfs (ou sistema de arquivos utilizado) seja chamado pelo Lilo ao bootar o kernel. Os comandos necessários para isso são:

cd /boot
mkinitrd -c -k 2.6.17.13 -m reiserfs

Alguns segundos depois, poderá verificar no comando ls que foi gerado um arquivo /boot/initrd.gz. Precisaremos dele agora!

4) Depois do initrd estar pronto, devemos agora fazer a atualização no rc.modules. O arquivo /etc/rc.d/rc.modules um link simbólico apontando para o arquivo /etc/rc.d/rc.modules-2.4.33. Como isntalamos o kernel modules, foi criado um novo arquivo chamado /etc/rc.d/rc.modules-2.6.17.13. Devemos atualizar o link para ele. Segue os comandos.

cd /etc/rc.d
rm rc.modules
ln -s /etc/rc.d/rc.modules-2.6.17.13 /etc/rc.d/rc.modules

Após isso, os módulos atualizados subirão. Dê uma olhada no arquivo e descomente as linhas que haviam sido descomentadas no seu rc.modules anterior. Exemplo, /sbin/modprobe 8139too. :^)

5) Após instalarmos o source, modules, headers, imagem e gerarmos o initrd, está quase tudo pronto! Falta apenas atualizar o Lilo! Com seu editor predileto, abra o arquivo /etc/lilo.conf.

vi /etc/lilo.conf

Procure pela sessão Linux. Altere-a da seguinte maneira:

image = /boot/vmlinuz-generic-2.6.17.13
root = /dev/hdXX # <– mantenha a linha como a original. Usei hdxx pois não sei qual é a sua partição :^) Comigo é /dev/hdb1.
label = Linux
initrd = /boot/initrd.gz # <— inclua isso!! É importantissimo!!! Sem isso é Kernel Panic!
read-only

Salve o arquivo, e para fixar as alterações, rode o comando lilo. Respire fundo e pode reinicializar!!!!

Após isso, seu kernel deverá estar atualizado. Ainda deverão ser feitos alguns ajustes, como recompilar o driver da nvidia, é o caso mais comum. Porém depois de tudo isso, o desempenho aumentará e a compatibilidade será bem maior!

Stay safe,
Lucas Timm.

Categorias:Slackware