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Por que eu estou usando Fedora

Hi folks =)

Há cerca de duas ou três semanas, tenho testado o Fedora Linux 6 em meu computador de trabalho. E o pior: Estou gostando muito! Apesar de eu continuar louvando o Slackware (não com tanto empenho, eu admito) e a minha cruzada anti-Debian continuar com todo gás (um bom tema pro próximo post), as pessoas acabam mudando, estou me convertendo pouco a pouco para o sistema for desktop da RedHat. Então, antes de prosseguir, preciso contar como eu cheguei até aqui.

Como tudo começou (ascenção e queda do amor pelo RedHat)

(Senta que lá vem história:) Um belo dia, quando eu saí do Windows ChisPêta e migrei para Linux, cogitei duas distribuições para começar: RedHat 9 e Mandrake. Como eu estava vindo do Windows e do Kurumin, acabei ficando no Mandrake pois, rezava a lenda, ser mais amigável e mais fácil que o RedHat. Sim, naquela época ainda diziam que o Mandrake era a distribuição mais fácil que havia, e de certo modo, o Mandriva é dos meus prediletos atualmente, eles não estavam errados. Algum tempo depois e já tendo passado algum desinteresse por minha parte, quando eu já estava me aprofundando um pouco mais (e pegando raiva do tal do Mandrake), comecei a pesquisar na internet alguns tutoriais para incrementar os meus conhecimentos.

No Linux era tudo tão diferente, tão mais legal! Tenho saudade dos dias em que o Samba era algo complexo demais para “eu” fazer, então como eu poderia fazer o tal do Linux trocar arquivos, visto que o mesmo sistema era tão apontado pela estabilidade em rede? Precisava de uma solução, e assim, li um pouquinho e vi sobre um tal NFS, e o tutorial era feito pro RedHat 9! Pensei: Por quê não? Chegou a hora! Instalei o dito cujo do RedHat, usei mais em modo texto e fiz aquilo. E o pior, eu gostei (atenção) *MUITO* daquela distribuição, apesar dos dois dias de uso. Mas, eu não tinha motivos pra adotá-lo como desktop, visto que já estávamos no Fedora Core 3.

Assim, ligeirinho, eu descolei uma cópia do Fedora Core 2 para poder testar. E eu não gostei. Odiei. Detestei, repugnei. Pensei: Caramba, o RedHat era tão perfeito! Como fizeram isso com ele? Que coisa nada a ver com ele, feio, mal configurado, não tocava MP3 por default (coisa que me irrita até hoje), e o meu mundo caiu, quê sacrilégio! (apesar disso eu não testei a fundo o Yum, e eu ainda não usava o Gnome). E fiquei realmente triste, e pensei: Deixa pra lá, estou mudando de distro, vou aprender algo decente, me preparei e fui pro Slackware. Depois mais uns meses de Debian (puro e derivados), SuSE, Mandriva, outras distros, distros completas, distros incompletas, distros boas, distros ruins, distros r0x, distros sUx, distros que fedem (FeniX, Famelix e outras!!!!), e nenhuma tão… tão… tão… tão.. PEERFEEITAA quanto o meu izléquiuér.😀 E nisso chegamos até os dias de hoje. Aliás, até umas duas semanas atrás.😀

Ah é, a explicação

Sim, Slackware (ainda) é a minha distribuição preferida. Invicta de erros, de instabilidades, de pacotes corrompidos fodendo o meu sistema, de dpkg-reconfigures, de apt-get -f install, mas eu também juro que eu não sei o motivo (intuição? instinto?), baixei o Fedora 6 logo após o lançamento. Gravei os 5 cds (!) e joguei dentro do meu guarda-roupas. Nunca mais nem mexí. Então, passou um tempinho, e o meu colega Pablo me falou que o Fedora 6 estava muuito mais r0x que o Slacwkare. Tive aquele pensamento bovino (huuuuuuuummmmmmmmmm..), regado de curiosidade e temperado com desconfiança. Mas, deixa pra lá.

E, eis que vem o amigo Silas, que ainda usa o RedHat 9 em seus servidores (!), e sempre comentava que gostava (muito) do RedHat e talz. Terceiro, eu vi uma alfinetada bem legal, vinda de Erick Raymond, de certo a mulher dormiu de calça jeans e ele trocava o Fedora pelo Ubuntu, fiz um comentário que está nos tops do Br-Linux até hoje (09/03/06), com a metade da comunidade xingando o coitado e pegando pau pro Debian. E por ultimo, no mesmo dia, eu vi um esse vídeo do YouTube, onde o rapaz estava usando o Fedora como desktop, já com AiGLX (ou seria XGL?), Beryl e tudo bem legal. Pensei: Por quê não? Parti para o desafio.

O micro é um AMD Athlon 700MHz (Slot A), com 256MB Ram PC-133, GeForce MX 4000 e HD Seagate 80GB. Arranquei um pedaço de Solaris que havia no HD, e comecei a substituição pelo Fedora 6. Talvez acostumado ao Slackware, eu achei a instalação horrivelmente lenta, porém com um instalador gráfico bem intuitivo, o clássico Anaconda. Eu tinha saudades dele. Demorou cerca de 2 horas pra tudo ficar pronto, e o sistema de arquivos utilizado, infelizmente, foi o EXT3. Sim, eu amo o ReiserFS, mas não tem como instalar o Fedora 6 nele. Nada é perfeito.🙂

Após a instalação, de maneira semelhante aos sistemas “poli-usuário” da Microsoft, ele tem um “assistente” (eu odeio isso) ao final que adiciona um usuário e cria a senha de root, e ainda ativa o eSecure, que eu não ativei. Confio no tio Linus. Como eu havia colocado o Grub na partição, foi só bootar o nome do Solaris que havia no Grub do Slackware, ele puxou o Fedora, o nome eu mudei depois😀

Após a instalação

Após o boot, eu vi que o slogan da Microsoft feito para o Vista deveria mesmo ser usado para o Fedora Linux 6: O uau começa agora. Eu não sei como, presumo ser o tal do GenSplash, mas o processo de boot é simplesmente maravilhoso, graças ao RHGB. Sem noção do quanto, com direito a mouse e tudo mais. É possível expandir e recuar o verbose, não como um bootsplash comum, onde uma vez ativado o modo Verbose, ele só desaparecerá na próxima inicialização.. hehe.

Meu uau, então, nem havia começado. Repleto de serviços desnecessários de pós instalação (NIS, NFS, SendMail, Apache, Cota de disco, enfim), e simplesmente.. O Fedora foi inicializado muito mais rápido que o Slackware, que no mesmo micro tem apenas o Samba de mais esdrúxulo. Ao chegar no Gnome, eu que já estava boquiaberto, babei um pouco mais no theme do GDM, que é maravilhoso. Loguei e, num momento quase orgásmico, voltei a ver um Gnome que eu não via há muito tempo atrás. Perfeitamente configurado, com um belo wallpapper, um conjunto de ícones legal, tudo na bela perfeição. A agilidade é causada pela otimização pra i686 dos pacotes, nem o Gentoo com um make.conf enfeitado ficou tão bom quanto o Fedora 6, nesse mesmo micro.

O gerenciador de pacotes gráfico é muito fácil de usar, embora o Yum é lento pra procurar. Apesar disso, não é algo que me incomode, visto que eu até usei um yum upgrade, que atualizou todos os 5413203450441778 pacotes do meu Fedora e não veio nada corrompido – ao contrário de um apt-get dist-upgrade. Desativei vários serviços (através do Gnome mesmo🙂 ), e o boot é dado em cerca de 20 segundos. Instalei o driver da Nvidia, que, pelo Fedora ser completo, o procedimento é o padrão. Instalei também o Samba, o KDE (horrível como sempre mas é bom ter), amarok, banshee, Exaile!, MPlayer, Xine, , Flash, Java e mais algumas (várias) yumadas. Apesar de lento na procura, ele é extremamente seguro: Verifica a checksum de cada arquivo antes de instalar. Parece que o “espírito RedHat” estava me ajudando bastante.

Problemas que encontrei

Apesar de tudo, encontrei alguns bugs que é bom relatar. Se fechado inesperadamente, o yum não apaga o semáforo /var/run/yum.pid, o que impossibilita o download de outro pacote. É necessário removê-lo manualmente.

Além disso, tive problemas com o socialismo do Fedora, que assim como o Ubuntu, vem sem nada proprietário. Então, adicionei o repositório do Livna.org no meu Yum e já baixei tudo o que tinha direito: xine-lib-extras-nonfree, flash, java, gstreamers-codecs-ugly. ASsim, os players que yumei passaram a reproduzir MP3, e não só o meu CD da Karine Alexandrino, que é ripado em .ogg.

O OpenOffice passou a dar uma mensgem de erro ao abrir após eu mudar o nome do computador, em /etc/sysconfig/network, zerei as preferências dele e voltou ao normal. E, quando um usuário loga constantemente em root, aparece uma mensgem no Gnome dizendo que aquele usuário está com acesso permitido para fazer alterações no sistema para outros usuários – não testei, mas imagino ser uma pré-configuração automática do sudo. Interessante, mas pode dar muuuuuito problema com relação à segurança.

O desktop 3d, ativado também via Gnome, usa o Compiz, que é antigo. Se fosse por padrão o Beryl, seria mais interessante. Ah sim, tem o Beryl nos repositórios do yum. E, também, após o yum update, ele atualizou o kernel sem me pedir e eu precisei reinstalar o driver da nvidia; Mas sem problemas. É ótimo ver o logo duas vezes, uma ao bootar e outra no GDM!

E como eu fiquei nessa história?

Eu fiquei feliz. Gostei muito da versão corrente do RedHat e supriu minhas necessidades como usuário final, e estou cogitando a instalação do Fedora 7 no meu computador pessoal em casa, um Athlon 1300 com 512MB Ram. Seria realmente o fim do Slackware no meu desktop? Pode ser, mas se for, ele continuará eternamente no meu coração. E nos meus servidores e outros PCs com hardware inferior ao i686!!

Stay safe,
Lucas Timm.

Categorias:Linux, RedHat, Slackware
  1. Gilberto
    9 de março de 2007 às 2:00 pm

    Uau, vc realmente gostou do fedora.
    (Não contou a parte do adduser ou useradd via comando né?)

  2. 9 de março de 2007 às 2:07 pm

    Ah claro, não comentei no arquivo. Esses dias eu tava logado em root e sem querer apaguei o useradd!!!😀

    Tentei colocar o do Slackware no lugar, mas não deu certo.

  3. 9 de março de 2007 às 2:09 pm

    Ah claro, não comentei no artigo. Esses dias eu tava logado em root e sem querer apaguei o useradd!!!😀

    Tentei colocar o do Slackware no lugar, mas não deu certo.

  4. Phantom X
    9 de março de 2007 às 7:48 pm

    Fedora é bom mesmo, mas não consigo largar meu Slack. Uso o 5 em dual-boot, esperando o 7 para atualizar. O 2 era bem lerdão mesmo, mas a partir do 4 começou o “uau”.

  5. 10 de março de 2007 às 7:04 pm

    Se o 7 me arrancar mais um “uauzinho” que seja eu instalarei ele no lugar do Slackware!

  6. Phantom X
    10 de março de 2007 às 11:23 pm

    Esqueci de algo. Dá para instalar o Fedora em reiserfs. É só colocar “linux reiserfs” no boot do cd/dvd que ele aparece.

  7. hedgehog
    3 de abril de 2007 às 2:26 pm

    Olá amigo , oque mais gostei nos seus comentários é que tive a mesma impressão quando instalei o fedora 6 no meu pc…fiquei babando , mas como sou novo em termos de linux (venho do kurumin) vc poderia me passar o caminho das pedras para fazer meus arquivos de video e mp3 funcionarem??? se puder agradeço.valew

  8. tiago
    14 de setembro de 2008 às 1:53 pm

    Estou usando o Ubuntu que desde anteontem resolvi testar uma versão do Linux, simplesmente incrível e intuitivo, agora estou baixando o Fedora para ver como é, pelos comentários e imagens que vi deve ser excelente.

  1. 18 de março de 2007 às 3:45 am

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