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Archive for julho \23\UTC 2008

Cloud computing por Lucas Timm

23 de julho de 2008 1 comentário

O MeioBit publicou um artigo bem interessante com a proposta de um novo equipamento da CherryPal. Trata-se de um terminalzinho “quase-burro” (ele oferece processamento) criado especialmente para o conceito de “Computação na Nuvem”, modelo onde as informações do usuário não ficam no seu desktop – mas sim nos servidores (no caso, da CherryPal) acessados via web. A idéia principal do Google.

Minha opinião sobre o assunto não caberia em apenas um comentário, então enumerei em tópicos e publiquei o que eu penso do exposto:

1) Acesso: Apesar de todo o hype ser a computação na nuvem, uma coisa é um conceito, outra a usuabilidade prática. Principalmente aqui na república das bananas, onde o acesso a internet é tão demasiadamente caro. Vejam o preço de uma conexão “comum” na Europa (8Mbps tá bom pra você?) e o mesmo preço no Brasil. Imagina que delícia usar o CherryPal para baixar/uppar aquela sua monografia de 30MB numa conexãozinha 256K? 🙂

2) A Segurança: Como administrador de sistemas, é imensa a quantidade de dados que passam nos servidores que tomo conta (maior ainda nos servidores que são responsabilidade da equipe, e que são indiretamente ligados a mim). Tenho senhas de toda espécie de bancos de dados, usuário Domain Admin, senha de root aqui e acolá e… batata! Eu tenho acesso a todas as informações dos servidores da qual minha equipe é designada.

Óbvio, não posso aproveitar isso para meu benefício, quebraria regulamentos internos e eu seria no mínimo demitido. Mas, que eu tenho, eu tenho sim! E num provedor de serviços desses, da CherryPal (que eu nunca ouvi falar) resolvendo entregar minhas informações confidenciais para seus “parceiros”? Me sentiria bem a vontade com tudo isso… 😛

3) Aspectos tecnológicos gerais: Se algum dia eu ter uma empresa e, esta empresa utilizar um conceito de rede com topologia estrela (através de acesso cliente/servidor), que nuvem o quê! Eu compro um mainframe… Alto investimento inicial, mas baixíssimo a longo prazo (falando de 10 anos no mínimo!). Por exemplo, tenho uma storage de 4TB em Raid 5 (~2.5TB utilizáveis) lotada. De quanto em quanto tempo eu precisaria aumentar os HDs? Sem falar no preço do HD SCSI/SAS, switch óptico, cabeamento, backup e energia utilizada pra isso tudo? Usuário não tem que achar bom, tem que usar, ainda que seja um mainframe e saia muito mais barato.

E uma companhia alugando um serviço online? Novamente voltamos ao aspecto da segurança, vale a pena MEEESMO confiar todos os documentos sigilosos da sua empresa (relatórios, despesas, movimentação financeira e até mesmo banco de dados) num servidor em algum lugar do planeta?

4) Tecnológico: Porque Windows Vista e seus fru-frus, Core 2 Duo, Linux com Compiz se todo software estará numa nuvem acessada online e seu computador não passa de um terminal burro?

5) DRMs e afins: Tenho um computador com dois HDs. Neles eu tenho o que eu quiser, inclusive vários CDs meus ripados com MP3 para uso próprio. Agora, colocar esses arquivos num servidor no exterior (exceção em países tipo a Suécia, onde não existem leis contra pirataria, se é que isso é pirataria :P) é pedir pra ter dor de cabeça. Eles podem apagar isso sem nenhuma cerimônia* e ainda te arranjar dor de cabeça por causa das gravadoras, ainda que seja material seu, você não esteja promovendo execução pública nem distribuindo com ninguém.

Por essas e outras, eu tenho minhas dúvidas se a computação na nuvem é mesmo uma boa idéia. Aliás, dúvida não. Certeza!

Stay safe,
Lucas Timm.

*# rm $(locate .mp3) ; echo “hahaha!”

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Eu nunca havia entendido…

20 de julho de 2008 3 comentários

Sabe aquelas pessoas que criticam o U2 por que a banda se atualizou, e seu “último CD que presta” foi o The Joshua Tree? Pois é, eu não entendia. Não conheço a história da banda. Não conheço sua estrada. Nem muitos CDs.

Mas, estou aproveitando meus ultimos dias de 2Mbps e baixando vários álbuns completos de alguns artistas (no Orkut: comunidade Discografias > All!), e baixei o The Joshua Tree pra minha coleção. Já tinha o Boy, o October e o How to Dismantle an Atomic Bomb.

CARALHO. Realmente, The Joshua Tree é um divisor de águas do U2. O Rattle and Hum (live requentado, próximo album da banda – que eu também baixei) é excelente, mas a seleção de músicas não é tão boa quanto ao anterior. O Zooropa então, nem se fala.

Claro, sem insensatez, não vou parar de gostar do U2 por não ter parado no tempo e mudado “tanto” desde o The Joshua Tree. Mas, que esse álbum é melhor do que todos os outros (na minha opinião, óbvio), eu nem discuto mais.

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Eu não morri.

12 de julho de 2008 3 comentários

Mudanças novas virão. Pra beeeeem melhor. Aguardem, sério. 🙂

Lucas Timm.

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