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Archive for fevereiro \28\UTC 2008

Hackers nas universidades brasileiras

28 de fevereiro de 2008 6 comentários

Sem qualquer outro comentário.

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O Google nosso de cada dia nos dai hoje

26 de fevereiro de 2008 11 comentários

Num país que elege o Lula como presidente (e o pior, DUAS vezes), é mais do que aceitável que falte conhecimento pra maioria das pessoas. Mas seria possível que as coisas não ficassem tão evidentes assim?

Vendo as estatísticas do dia no wordpress, – odeio ficar sem trabalhar – me deparei com a tag que um infeliz utilizou para chegar até esse blog. Nada de inusitado, estou apenas rindo da ignorância de uma pessoa sem muito conhecimento de tecnologia. Ou de qualquer outra coisa. Veja bem, uma imagem vale mais do que mil palavras:

motor de busca

MALDITA inclusão digital!

Categorias:Diversos

Odeio me sentir um inútil.

26 de fevereiro de 2008 39 comentários

É. Odeio.

Tudo começou no dia 12 de fevereiro de 2008. Depois de consultar e esperar meses até a chegada da autorização da UNIMED, baixei dia 12 de fevereiro de 2008 num hospital da capital dos comedores de pequi, para realizar um procedimento cirúrgico relativamente simples: A retirada de um cisto sinovial da mão direita. (havia uma cabeça nascendo na minha mão). Essa merda aqui:

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(credo, eu sei).

A Cirurgia

O procedimento durou pouco tempo, e 1 hora e meia depois eu acordava no centro cirúrgico. Sempre falante, num estado semelhante ao alcoolismo, porém MUITO, mas MUUUITO melhor, queria até que o cisto – que tanto cultivei com muito amor e carinho – fosse devolvido num vidrinho com formol para que eu pudesse mostrar pra todo mundo. Deus, queria tanto outra dose daquilo que injetaram na minha veia… Er… Enfim.

A saída do hospital

Saí do hospital na manhã seguinte, com muita dor e uma mão enfaixada. Apesar de tudo, meu organismo sempre se recupera extremamente bem de ferimentos e cirurgias. Minha cavidade bucal que o diga, e eu estava novinho em folha naquela quarta feira. Meus dedos incharam horrores, a ponto de nem conseguir fechar a mão. Mas aceitável depois de um procedimento cirúrgico.

Voltei caminhando (é perto), e escutei aquilo que justamente não queria: Precisaria ficar parado em casa. 10 dias de atestado médico e impossibilitado de trabalhar. God! Como todo workaholic, não conseguia parar de pensar em como estariam os meus nenês (servidores). E, com a mão direita enfaixada, digitar era algo quase impossível, além de eu não poder. Tirei o “recesso” para assistir filmes e dar alguns pitacos nos blogs que leio. Teclar só com a mão esquerda era brochante, cansativo e atrapalharia minha recuperação.

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(Só uma faixa protegendo a mão).

Aguardei esperançosamente a chegada do dia 15 de fevereiro, primeira reconsulta e retirada da faixa que envolvia a mão. Os pontos estavam cicatrizando, e aparentemente eu estava me recuperando bem. Mas, mãe é mãe, e graças a ela, continuei de mão enfaixada até a quarta feira daquela semana (dia 20/02/2008). O médico havia informado que eu poderia digitar, e apesar das dores na mão, foi uma semana extremamente produtiva tanto pro MeioBit quanto pro blog. Estava tudo caminhando para a retirada dos pontos no dia 22 e para minha (tão sonhada) volta ao trabalho no dia 25.

A complicação

Porém, quinta feira a dor estava demais, a aparência da ferida começou a ficar feia e decidimos voltar ao hospital. Porra, só faltava UM DIA para a retirada dos pontos, por que isso, e só agora? O médico que realizou a cirurgia não estava presente, e aquele que me atendeu informou: Os pontos estavam infeccionados. Mais dois remédios e novos curativos.

Sexta feira, de novo no hospital, mas dessa vez, fui atendido pelo médico que realizou a cirurgia. Ele contou que já sabia do ocorrido (ponto para o hospital) e que não haveria outra alternativa: “Vou ter que entalar a sua mão. Nada de trabalhar, mais 10 dias de atestado, e volta aqui na quarta feira”. Os pontos foram retirados, o ferimento novamente esterilizado e a mão totalmente imobilizada. Pelo menos, dessa vez, tenho o polegar e o indicador direito liberados, e que auxilitam ao executar uma ou outra tarefa.

E cá estou eu, o inútil

Holly shit. Mais uma semana de licença, preciso entregar o segundo atestado pros meus chefes, de num procedimento cirúrgico que me afastaria por apenas 5 dias, preciso dar entrada no INSS, estou criando teia de aranha em casa, e pra completar, minha mãe acorda horrivelmente gripada hoje, enfim: Me fudi.

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(Yes, I did it.)

Enfim, o tempo não passa, digitar com um trambolho de 2 quilos na mão direita é tudo de ruim, TV a cabo passa sempre as mesmas coisas, a tala coça horrores, estou fazendo qualquer coisa para não enlouquecer, e o pior: Demorei 2 horas só pra escrever esse texto – normalmente escreveria em quê? 30 minutos? Whatever, isso me remete ao seguinte pensamento: Preciso de uma namorada. Urgente.

Categorias:Devaneios

Instalando o Slax 6 no PenDrive

20 de fevereiro de 2008 10 comentários

A idéia de uma distribuição LiveCD minimalista, contendo apenas os componentes básicos de um Linux, mantendo a compatibilidade total com o Slackware e com uma interface visual super caprichada deu muito certo. O LiveCD do Slax não chega a 200MB, e na versão 6, já existe versão exclusiva para pendrives.

slax2
(Slax, Slax, Slax. Adoro esse nome!)

Não sei se em versões anteriores já existia isso, mas nos tutoriais que li (inclusive do Hudson, do PQui Linux), a instalação do Slax no PenDrive era executada com o (mini-)CD de instalação, diretamente editando o isolinux e o transformando em um syslinux. Porém, na versão 6 do Slax, a instalação em PenDrive foi simplificada, e funciona perfeitamente. São necessários apenas 3 passos:

PS: Backupeie seu PenDrive, Murphy adora PenDrives.

1) Baixe o Slax “LivePenDrive” nesse link.
2) Monte e descompacte o arquivo no seu PenDrive.

# dmesg | grep sd 
(anote o dispositivo)
# mount /dev/sdc1 /mnt/pendrive
# mv ~/slax-6.0.0.tar  /mnt/pendrive
# tar -xvf slax-6.0.0.tar
(criará dois diretórios: boot e slax)

3) Acesse o diretório boot e rode o script bootinst.sh
# cd boot/
# ./bootinst.sh

O script confirmará o dispositivo, aperte ENTER (ou Ctrl + C caso não seja o que dispositivo que você queira) e aguarde. Ele criará a MBR apontando pro diretório boot do PenDrive, e ao final, confirmará avisando que deu tudo certo. Basta desmontar, e você já pode rebootar sua máquina para testar o funcionamento do seu novo Slax Live PenDrive.  🙂

A velocidade de carregamento é superior a de um LiveCD, e eu que nunca tinha usado Linux dessa maneira fiquei surpreendido. Dentro do diretório slax, existe o arquivo cheatcodes.txt, que explica a utilização de vários parâmetros para serem usados durante o boot e resolverem problemas eventuais, não mudou muito desde o meu último Slax Server. Os requerimentos do Slax também são super modestos, e o único impecilho é que, boot via USB só é possível em máquinas mais recentes.

Mesmo assim vale a pena, pois é mais prático carregar um PenDrive do que um LiveCD. Você continuará podendo adicionar arquivos no PenDrive, porém com (quase) 200MB a menos.

Stay safe,
Lucas Timm.

Categorias:Uncategorized

Formatos Livres de multimídia: alternativa ou imposição?

19 de fevereiro de 2008 2 comentários

Existem coisas que realmente me irritam. Isso aqui, por exemplo:

18-02-08 Audacity 2

Atualmente, várias distribuições seguem a idéia de só trazer softwares livres out-of-the-box. Não tá salvando quase nenhuma: Ubuntu, OpenSUSE, Fedora, Debian e outras. É verdade que elas não são proibitivas, como o gNewSense (o Stallman usa, aliás, acho que só ele usa), que nem compila algum software que não seja OpenSource, até o driver da nvidia… Mas, acredito que, só por que os desenvolvedores não gostam de softwares proprietários, não significa que ninguém mais goste.

Assim, as distribuições acabam saindo de fábrica meio capengas: Sem suporte a flash, algumas com o IcedTea no lugar o Java (é bom, mas não é o Java), e o principal: Sem suporte à formatos proprietários de multimídia. Nada contra o OggVorbis, mas eu não sou livre pra preferir o MP3? É por aí.

18-02-08 Audacity

Agora, essa é pra vocês, galera do Fedora: É tão difícil assim colocar o parâmetro –with-libmad no ./configure do processo de geração do Audacity? Afinal de contas, por mais que vocês apoiam o OggVorbis e outros formatos abertos, não conheço quem não tenha instalado os codecs “do mal” em sua distribuição Linux, seja ela qual for. Aqui eu tenho de tudo, gstreamer-codecs-ugly, gstreamer-plugins-bad, Xine-lib-extras-nonfree, etc. Afinal, o resto do mundo usa MP3, e incluir apenas suporte aos padrões abertos num software de edição de som não seria nadar contra a corrente?

Indo um pouco mais além, até acho interessante citar o caso do próprio Ubuntu. Muita gente (e freetards) reclamava da desnecessariedade de instalar na mão (ou via apt-get) os codecs proprietários para rodar MP3, AVI, DivX e etc, e o Shuttlework ouviu. Agora, acontece a mesma coisa que no OpenSUSE: Ao tentar reproduzir um formato não “suportado”, abre uma janelinha super simpática perguntando se o usuário não quer baixar os codecs, e ele assim o faz. Funciona, e bem.

Se o pessoal das distribuições quer realmente levar os formatos livres de multimídia pra frente, excluir os proprietários e fazer “gracinhas” como as do Audacity no Fedora é um mal caminho, pois é imposição, não liberdade. Ainda bem que o Livna pensa nos usuários e tem o pacote audacity-nonfree, que inclui MP3 no programa…

Categorias:Linux, RedHat