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Formatos Livres de multimídia: alternativa ou imposição?

Existem coisas que realmente me irritam. Isso aqui, por exemplo:

18-02-08 Audacity 2

Atualmente, várias distribuições seguem a idéia de só trazer softwares livres out-of-the-box. Não tá salvando quase nenhuma: Ubuntu, OpenSUSE, Fedora, Debian e outras. É verdade que elas não são proibitivas, como o gNewSense (o Stallman usa, aliás, acho que só ele usa), que nem compila algum software que não seja OpenSource, até o driver da nvidia… Mas, acredito que, só por que os desenvolvedores não gostam de softwares proprietários, não significa que ninguém mais goste.

Assim, as distribuições acabam saindo de fábrica meio capengas: Sem suporte a flash, algumas com o IcedTea no lugar o Java (é bom, mas não é o Java), e o principal: Sem suporte à formatos proprietários de multimídia. Nada contra o OggVorbis, mas eu não sou livre pra preferir o MP3? É por aí.

18-02-08 Audacity

Agora, essa é pra vocês, galera do Fedora: É tão difícil assim colocar o parâmetro –with-libmad no ./configure do processo de geração do Audacity? Afinal de contas, por mais que vocês apoiam o OggVorbis e outros formatos abertos, não conheço quem não tenha instalado os codecs “do mal” em sua distribuição Linux, seja ela qual for. Aqui eu tenho de tudo, gstreamer-codecs-ugly, gstreamer-plugins-bad, Xine-lib-extras-nonfree, etc. Afinal, o resto do mundo usa MP3, e incluir apenas suporte aos padrões abertos num software de edição de som não seria nadar contra a corrente?

Indo um pouco mais além, até acho interessante citar o caso do próprio Ubuntu. Muita gente (e freetards) reclamava da desnecessariedade de instalar na mão (ou via apt-get) os codecs proprietários para rodar MP3, AVI, DivX e etc, e o Shuttlework ouviu. Agora, acontece a mesma coisa que no OpenSUSE: Ao tentar reproduzir um formato não “suportado”, abre uma janelinha super simpática perguntando se o usuário não quer baixar os codecs, e ele assim o faz. Funciona, e bem.

Se o pessoal das distribuições quer realmente levar os formatos livres de multimídia pra frente, excluir os proprietários e fazer “gracinhas” como as do Audacity no Fedora é um mal caminho, pois é imposição, não liberdade. Ainda bem que o Livna pensa nos usuários e tem o pacote audacity-nonfree, que inclui MP3 no programa…

Categorias:Linux, RedHat
  1. Alex
    4 de março de 2008 às 7:18 pm

    Curioso, para todos os viciados em software “livre”, a microsoft sempre fez isso e sempre foi odiada pelos usuarios do outros sistemas operacionais, o termo livre significa o q para os desenvolvedores de linux, que para poder escutar um simples mp3 eu tenho que aprender a programar em c e modificar o meu sistema operacional para ouvir uma musica, eu acho que a microsoft tá ferrada com esse concorente rsrsrsrs.
    porem nem tudo está perdido, sempre tem uma alma caridosa que nos ajuda como comentado ai no seu artigo, mas será que temos que depender de alguem compartilhar a sua idéia?
    Também não acho que a comunidade se ajuda, tem muito material de linux na internet, mas quando precisamos de algo específico é muito dificil encontrar na distribuição que precisamos, o que mais se acha é tutoriais de debian, que ao meu ver está tentando chegar perto do windows em facilidade de uso parausuário domestico. Lembra da época do kernel 1.alguma coisa, os linuxers diziam “no window$ pra instalar um programa é só usar o padrão NNF, Next, Next e Finish”, o me dizem do urpmi do mandriva e apt-get do debian?!!.

    Acho que na verdade um sistema que vai lucrar alto com essas bobeiras é um bem simples que ainda está em fase alpha, ReactOS.

  2. 4 de março de 2008 às 8:36 pm

    Na verdade, seu conceito de utilização de Linux está errado. Não é preciso alterar o sistema operacional pra tocar MP3, basta instalar os codecs – que em várias distribuições vem por padrão. O que eu me referí é que, num programa de áudio vir sem suporte ao suporte de mídia mais utilizado no mundo é no mínimo idiotice…

    Com relação à documentação, no Linux você acha tudo, e não tem muita diferença de uma distribuição pra outra. Precisa ser anencéfalo para não conseguir seguir no Ubuntu um tutorial feito pro Mandriva.

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