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Quase um ano depois e algumas frases desconexas

Uma das vantagens de blogar quase nunca (se existirem vantagens nisso) é que, a cada vez, o editor do WordPress tá diferente. Assim como o editor do Confluence, ele também tirou o prático modo de edição em HTML, e por isso, se tornou horrivelmente contraprodutivo. Gosh! Odeio o tal do WYSIWYG. No entanto a interface mais clean do que nunca meio que estimula a produtividade. 1 x 1.

Anyway, estava refletindo sobre algumas coisas que me aconteceram. Porra, já tem quase um ano que eu não escrevo nada. E como as coisas mudaram! Muitas para melhor, outras para pior. Mas mudaram. Meu ex-psicólogo provavelmente sentiria orgulho de mim. :-p

Nesse meio tempo, aprendi muita coisa. Aprendi que surpreender as pessoas que amo é uma coisa muito legal. Aprendi que, apesar de ser um pecador, sou grato a Deus por poder morar em Porto Alegre, e que agradeço a ele toda vez que me lembro.

Vejo que tive vitórias e derrotas, e no frigir dos ovos, acredito ter progredido muito mais em um ano do que nos quase 12 anos que morei em Goiânia. Sei que tudo isso pode mudar de uma hora para outra, afinal de contas, “O que é o homem, que dele te lembres, e o filho do homem, que o visites?” (Salmos 8:4) Mas na boa, no que depender de mim, que mude! Que mude tudo. Mas que mude para melhor!

Afinal, pude me permitir mais do que nunca. Aprendi a ser feliz com o que tenho, a não me contentar com o que posso mudar, e a mais do que nunca, a lutar pelo que é meu. Sei que meu Deus quer me fazer grande, ainda maior do que já me fez (não em estatura, obviamente), e que preciso ser digno desse merecimento. Não estou sendo, assumo, mas não deixo de tentar. “Não tá morto quem peleia!”

Também me espanto em ver tudo o que eu era e tudo o que eu sou atualmente. Fiz um novo amigo recentemente, e refleti algumas coisas que eu ainda não tinha percebido. Dude, atualmente eu gosto até de assistir os jogos do Grêmio! EU ASSISTINDO FUTEBOL! Isso não é normal, definitivamente não. 

Trabalho num emprego legal, e vivo nele os valores da minha empresa. Diariamente preciso desafiar a mim mesmo, a consertar essa merda desse problema, a amar o que eu faço e a tomar a responsabilidade. Melhorei muito o meu inglês (que ainda precisa melhorar mais), e apesar de todas as estabilidades e instabilidades que passei, conheci muito a mim mesmo como pessoa. Me vi capaz de fazer coisas que eu nunca tinha feito. Mudei de ramo na tecnologia, e uma mudança boa. Para melhor. E que eu pretendo prosseguir.

Sinto falta da igreja de Goiânia. E também do coral de Goiânia. E isso é das coisas mais difíceis de serem superadas. O coral em Porto Alegre é bom e maduro, os ensaios são mais produtivos, e o fator espiritual é surpreendemente maior. Mas eu sinto saudade de cantar músicas com 6 vozes ou as vezes até mais. Ou pelo simples fato de cantar de terno, ao invés da beca. Terei que conviver com isso🙂

Aprendi a conviver bem com a distância. Sinto muita saudade da minha família. Aliás, minha família é bem pequena, apenas uma mãe (que também é minha melhor amiga), um irmão e uma avó. E com a distância aprendi a amar mais as pessoas e a ser mais intenso. Deixei de ser tão frio, apesar de não ter perdido a minha racionalidade. Aliás, perdi um pouco, e isso não foi ruim.

Porém, também aprendi que não consigo viver sem eles, e sinto uma saudade horrorosa todos os dias, todas as horas e todos os minutos. Também sei que nossa relação poderia estar desgastada com a convivência diária, e que é difícil chegar ao meio termo. Quando a saudade ficou insuportável, precisei engolir o meu orgulho e voltar. Para um abraço, uma tarde na cama conversando besteira, uma cafungada nos meus gatinhos, um bolo de carne, e encher o coração de pesar.

Também consegui uma proeza, e fui capaz de me apaixonar. Nem me lembro quando foi a última vez que isso havia acontecido, mas sei que foi divertido. Durou pouco e eu soube a hora de parar e voltar para a realidade. Passou, e eu nem sofri. Isso eu não me permiti, talvez permitiria por alguém que valesse a pena. Haha, maldito racionalismo que não me deixa!🙂

Conheci pessoas novas — o que é mais do que óbvio e esperado. Pessoas que me fizeram bem, pessoas que me fizeram mal. Pessoas que me ajudaram em momentos de extrema dificuldade. Pessoas que fazem os meus dias da semana valerem a pena. Pessoas que me decepcionaram, e também, pessoas que me surpreenderam. Pessoas de quem eu não esperei nada e recebi muito, e pessoas de quem eu esperei muito e não recebi nada. Pessoas que me machucaram. E fico feliz de não ter lembrado de ninguém que eu tenha machucado.

As vezes eu choro. As vezes eu canso. As vezes quero desistir. Mas a maioria das vezes eu sorrio — e como eu sorrio! A volta para a casa da mãe nunca fui uma opção, mas agora eu já não vejo mais como alternativa. Não que o meu lugar seja aqui. “Eu sou um pobre peregrino, e desta terra cansado estou”. Apenas sei que as coisas precisam andar pra frente, ainda que as vezes precisamos dar um passo para trás. Sei que tudo valeu a pena, e que eu gostaria de poder me dar esse conselho há um ano atrás.

LT.

Categorias:Devaneios
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