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E viva a Evolução!

Hi folks =)

Eis o relato da minha troca de computador e distribuição. Como alguns devem lembrar, fiquei satisfeitíssimo usando o Fedora 6, cogitando fortemente a adoção do Fedora 7 em desfavor do Slackware no meu desktop. E não é que aconteceu?🙂

Como tudo começou (relato de 3 meses pra frente, senta que lá vem história)

Muitas coisas aconteceram pra mim num curto espaço de tempo. A morte do meu avô (ainda estou triste), fui mal na faculdade, perdi a tolerância pra algumas coisas, acabei descontando em cima de alguns amigos que tenho, também acabei perdendo a paciência pra informática. Inclusive pro Slackware e pro Fedora. Anteriormente, eu havia ficado feliz demais com o Fedora 6, apesar de não ignorar vários problemas que ele tinha – principalmente relacionado ao gerenciamento de pacotes. O Yum do Fedora 6 deixava muito a desejar, sendo necessário remover várias vezes o semáforo /var/run/yum.pid, graças à finalizações incorretas do processo. Mas eu gostava dele até outrora.

E meu Slackware com kernel 2.6.20 também estava muito bem, obrigado, até eu mudar de casa, que me obrigou a fazer uma rede WireLess entre os dois computadores. E apesar dos headers do meu kernel estarem certos, ele se recusou a compilar o driver da minha placa de rede WireLess. Puto da vida, acabei tendo que voltar ao kernel 2.6.17.13, padrão do Slackware, que apesar de estável ficava muito atrás no desempenho. Perceptível a ponto de eu não conseguir mais nem jogar Counter Strike e Frets on Fire em paz. Outro belo dia, do nada, verifiquei que o Conky (Já usou? É legal!) estava apontando 100% de uso de CPU, com o computador em IDLE. E ao abrir o Top, fiquei pasmo ao ver que o Beryl estava consumindo todo o meu CPU, mesmo eu usando o Metacity. Não sou conformista, e por ser um problema a nível Kernel, resolvi mudar. E fui pro FreeBSD 6.2 — quem sabe isso não resolveria os meus problemas.

E então, com FreeBSD as coisas estavam relativamente bem, meu Athlon 1300 era rápido, meus programas eram estáveis. Em troca disso, sem VMware, precariamente com Flash, sem minhas partições com arquivos pessoais, com fontes serrilhadas em boa parte dos aplicativos, sem meu então Motorola V3 sincronizar, enfim. Usei cerca de um mês, e deixei pra lá, me dei por vencido e acabei voltando ao Slackware mesmo, porém, por pouco tempo, um problema iria acontecer que marcaria minha vida novamente… =)

É, eu tava com azar…

Numa bela segunda feira, consegui algumas peças, e resolvi testar algum equipamento que estava na minha casa, ainda. E tirei o processador do meu computador, um Athlon 1300, para testar uma placa mãe. Encaixei no soquete da placa mãe à ser testada, encaixei o cooler, liguei e senti o cheiro de processador fritando!!!! Consegui tal proeza, queimar meu processador.😀

Sem outro jeito, procurei desesperadamente outro processador similar em Goiânia (Athlon pra socket 462), e sem sucesso, tive que comprar outro pelo Mercado Livre. Dias até a chegada, montei ele no que havia sobrado de meu gabinete, e a nova CPU ligou e funcionou bem por cerca de 30 minutos, e desligou com um estouro: Adeus placa mãe. +_+

Pensei nas possibilidades. Eu poderia comprar outra placa mãe, mas teria que ser antiga pra aproveitar meu 1.5GB em memórias PC-133. Se eu comprasse uma placa mais nova, teria que comprar novas memórias, mas ainda desatualizada, e o preço final não justificaria. E o mais interessante na maré de azar: Eu não tinha dinheiro pra comprar um novo computador, fui pego desprevenido.

A nova máquina

Teria que comprar um outro computador, não havia outra alternativa, e a escolha de algo que você não tem nem o dinheiro da compra se torna algo ainda mais difícil. Eu gosto de gastar dinheiro, mas fazer valer a pena cada centavo. O que descartava imediatamente qualquer Pentium 4. Athlon 64? Mais caro do que quando comprei o da minha mãe, no início do ano, inviável demais. E a alternativa que mais me agradou, acabou sendo um Pentium 3 Dual, aproveitaria minhas memórias, mas não achei pra vender em Goiânia. Sim, eu gosto de coisas exóticas.😀

Acabei quase comprando um Pentium D, que eu também não gosto, mas por 100 Reais mais caro, eu acabei levando um Core 2 Duo E4300 com 2GB Ram, HD Sata de 160GB e uma merda de placa de vídeo. A máquina é boa e aguentaria o meu uso, eu nem terminei de pagar e já tenho mil upgrades em mente! Montei ela em casa, e ao colocar os HDs do antigo Athlon e carregar o Slackware 11, ainda instalado, minha intolerância novamente aflorou: Senti da pior maneira o que é ter uma máquina boa com um sistema operacional ruim: Kernel SMP e a máquina lerdando. Isso sim, não é uma coisa de se aceitar. É hora de mudanças! Voltei no tempo, e lembrei quão bom estava o Fedora 6. Deveria testar o Fedora 7? Claro, por quê não?🙂

E o novo sitema operacional

Os motivos que me levaram a escolher o Fedora foram diversos. Ele segue à risca a LSB, de certo modo (venham Debianos, com suas pedras, ovos e tomates!!!) é a distribuição Linux “oficial”, Mr. Linus usa, estável, rápido, bonito, fácil, gerenciamento de pacotes eficiente, bom suporte da comunidade (não tanto quanto do Slackware, mas resolve), e eu já tenho o caso de amor com os RedHates. Mas a versão 7 está incrível!!! Por padrão ele já detecta até o meu processador, ativando o módulo cpufreq_ondemand, que usa a tecnologia SpeedStep ™ para reduzir a velocidade em momentos de ociosidade (nesse momento, por exemplo, meus dois cores operam em 1.20GHz). E o melhor, (merchandising), o Core 2 Duo é realmente demais, você não nota a diferença de velocidade, como acontece na merda do Pentium M. Voltei a ser cliente satisfeito da Intel. Minha placa de rede WireLess compilou perfeitamente, minha GeForce foi instalada sem grilo (grande coisa :P), e não precisei nem de alsaconf pro meu som funcionar.

O Yum também foi reescrito do zero, e não trava mais, ainda não precisei remover o yum.pid nenhuma vez. As buscas são mais rápidas, com resultados mais eficientes, e tem bons repositórios. O sistema também está sempre se atualizando automaticamente, mostrando de maneira interativa os pacotes que tem pra ser atualizados e quais necessitam reinicialização (kernel por exemplo). Também já vem com Compiz por padrão (instalei o Beryl, gosto mais), e tem uma quantidade boa de programas proprietários em formato RPM, como o Flash e o meu amado VMWare Workstation. Sim, eu gosto de programas proprietários e sou totalmente a favor! Claro, foi preciso instalar codecs até pra mp3, e até mais, incrivelmente (acreditem!!!) até o OpenOffice está funcionando rápido! E, apesar de ser um defensor convicto do MS Office, eu gostei de ver o OpenOffice 2.2. Parece que as coisas estão voltando pro trilho. Não sei se foi o Fedora, o processador ou o programa. Sei que tá legal!

E enfim, a única reclamação que eu tenho, da nova versão do Fedora, é que aparentemente, o Fedora 6 era visualmente mais caprichado. No Fedora 7, os ícones do BlueCurve não vem mais como padrão (coloquei, óbvio!🙂 ), e só tem um wallpapper, de um balão, que é legal, mas nada comparado aos wallpappers que vinham no 6. Sim, eu senti falta disso.

Do resto, até agora é só felicidade. Meu hardware está sendo bem utilizado, provando novamente a minha tese que, o maior gargalo da informática atualmente se chama Sistema Operacional. Sim, critiquei o Windows.  =)

E eu, como fiquei?

De novo, continuo feliz com isso, e com demais acontecimentos. A maré de azar passou, e estou até apaixonado, o que indica que os próximos posts serão melhores!😉 Também já saiu o Slackware 12 e eu já baixei, mas ainda não deu vontade de instalar. Só instalo quando tiver Gnome pra ele, mas a chance de eu ficar no Fedora é bem maior do que em qualquer outra distribuição, ou de voltar pro Slackware. Por hora, eu evoluí, e o Slackware ficou pra trás, mas deixado com honra pra sempre em meu coração! E o Fedora continua na liderança pra meu uso e minha atual base de aprendizagem. Quem sabe no futuro eu troque de distro? =)

Abraços,
Lucas Timm.

Categorias:Linux, RedHat
  1. 28 de julho de 2007 às 5:56 pm

    Apaixonado é? Por quem ou por que coisa?

  2. TOLEI2006
    21 de setembro de 2007 às 8:06 pm

    Interessante pela curiosidade. Mas de uma coisa eu sei: “Não instalaria essa bagaça não, muito trampo.”🙂

  3. 22 de setembro de 2007 às 3:01 am

    Não instalaria o que?

  4. super.tux
    14 de outubro de 2007 às 5:54 pm

    cara, Fedora manda bem, mas cuiado, paixões passam!🙂

  5. Joao Marcus
    15 de outubro de 2007 às 10:56 am

    Bom saber que o yum foi reescrito. Pra ser sincero, o yum foi o motivo pelo qual eu decidi ficar beeeeeem longe do Fedora. Fiquei com muita, muita, muita raiva dele. Cada comando levava, no mínimo, um minuto. Atualizar pacotes, então, chegava a levar uma hora, porque o negócio era ridículo de tão lento. Agora que eles corrigiram, talvez eu teste de novo, se bem que o Ubuntu tem funcionado legal aqui

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